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  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 26 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de abr. de 2018

Não há tema melhor do que esse para começar — é o cerne do meu romance MISSÃO PRÉ-SAL 2025. Pois é, o assunto dá tanto pano para manga que deu até um livro de espionagem (de mentirinha, claro!).

As perguntas são sempre as mesmas: o Brasil precisa de um submarino com propulsão nuclear? O Brasil não assinou o tratado de não-proliferação de armas nucleares? 

São 8.500 quilômetros de costa e cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de águas marítimas. Recursos vivos e não vivos, biodiversidade de espécies e um incrível potencial econômico. Lá são extraídos mais de 90% do petróleo e mais de 70% do gás natural que são produzidos no país. Esse vasto território submerso na costa brasileira é chamado de Amazônia Azul, em analogia à nossa outra Amazônia, com toda a riqueza que lhe é inerente.

Então pense grande. Não seja inocente achando que não há cobiça no mundo. 

Nosso país é hoje a oitava maior economia mundial e o maior produtor de petróleo da América Latina — com o Pré-Sal superamos a Venezuela e o México.

Submarino Timbira

Respondendo à primeira pergunta, sim, precisamos de um submarino com propulsão nuclear. Precisamos de vigilância, controle e defesa do imenso litoral brasileiro. O simples fato de tê-lo em nossa frota já funciona como tática de dissuasão e ninguém vai querer se meter a besta com a gente. 

Quanto à segunda pergunta, sim, os fins são pacíficos. O objetivo não é construir armas nucleares. Isso é paranoia. O que se pretende é autossuficiência, eficiência e independência. Estamos entre os países com a maior reserva de urânio do mundo e dominamos o processo de seu enriquecimento através do método das ultracentrifugadoras, tecnologia que traz benefícios para a geração de energia, para a medicina nuclear (no tratamento e diagnóstico de câncer, por exemplo), para a produção de radiofármacos e até mesmo para a agricultura, além da capacitação da indústria brasileira, dos centros de pesquisa e das universidades.

É a indústria de defesa gerando renda, emprego, progresso e crescimento do país.


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 19 de abr. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de abr. de 2018

Foi difícil começar, achar um tema que não fosse repetitivo e que eu gostasse de escrever. Tantos sites bons sobre livros, filmes, viagens, artes, comidas, músicas, corridas, tudo que eu adoro. Mas faltava algo, o básico e vital, o que enriquece e movimenta toda a minha vida: meu trabalho. 

Sou escritora sim, mas, para quem não sabe, sou oficial da Marinha do Brasil, capitão de corveta (daqui a alguns meses capitão de fragata! — equivale ao tenente-coronel do Exército) e encarregada de um setor de legislação e assuntos jurídicos.

foto SO Cristóvão

Passados vinte anos, trabalho mais de nove horas por dia, às vezes um pouco menos ou muito mais — a Marinha exige disponibilidade total. “Dou serviço” (é como se fosse um plantão de 24h), fiz cursos de carreira, viajo, vou a cerimônias, escrevo, leio, escrevo e leio. Minha assessoria é em Direito Penal, Militar, Administrativo, Constitucional e Marítimo. Analiso licitações e contratos, Inquéritos Policiais Militares, de tudo um pouco — como dizemos lá na Divisão, analisamos do alfinete ao foguete.

Em 2010 fui morar em Londres para acompanhar meu marido, que também é militar. Fiquei dois anos de licença e escrevi o MISSÃO PRÉ-SAL 2025, meu thriller de espionagem. Quando voltei, escrever ficou mais difícil, a cabeça, mais pesada e o tempo, quase nenhum. 

Depois você acostuma novamente com o ritmo e dá seu jeito.

Londres - Ponte da Torre - 2012

Vou à academia (mato um bocado, mas prometi que esse ano começo a yoga), retomei as aulas de francês, consegui terminar MISSÃO TERRA FIRME ano passado, meu próximo livro, depois de noites sem dormir e férias viradas para escrever, e aproveito o tempo de locomoção e salas de espera lendo (no momento o “Destroçados”, da Karin Slaughter, e “A viúva negra”, do Daniel Silva). Apesar de me achar uma maluca inquieta, meu marido sempre diz: sem sofrimento não há crescimento.

E agora o blog. A ideia veio aos poucos, talvez fruto dos últimos acontecimentos: a crescente onda de violência no país no último ano, a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, a grande quantidade de mortes de civis e militares (maior até que na Síria!). Percebi um clima tenso, pessoas nervosas e uma raiva obscura a ponto de explodir.

Depois disso, uma constatação cruel: os militares ainda são muito discriminados, não importa o que façamos, nunca somos reconhecidos por nada. Ao contrário. Estamos sempre prontos para tomar o poder, iniciar uma ditadura, matar todos na rua, enfim, somos os monstros. Ninguém lembra que as Forças Armadas são empregadas na segurança nacional, em missões de paz em outros países, nas ações de Garantia da Lei e da Ordem (a GLO), no desenvolvimento nacional, na defesa civil, e, no caso específico da Marinha, no provimento da segurança da navegação, na proteção marítima, na salvaguarda da vida humana no mar, na preservação ambiental, e na implementação e fiscalização de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação com a Polícia Federal, com a Receita Federal e diversos órgãos federais e estaduais. Nossa, quanta coisa.


Cerimônia de 11 de junho - Data magna da Marinha

Eu trabalho em um lugar que se cumpre a lei, acima de qualquer coisa. Claro, somos uma parcela da sociedade, com pessoas comuns, algumas boas e outras não tão boas, mas o sistema funciona, existe punição para o menor escorregão, desde o Regulamento Disciplinar à Justiça Militar. 

O intuito do blog, portanto, é falar do meu trabalho, das Forças Armadas e da Marinha, é mostrar o outro lado — de 2018 e não de 50 anos atrás — e tentar acabar com o preconceito, a intolerância, a hostilidade e a desconfiança. 

Qualquer outra coisa sobre o tema militar, seja livro ou filmes, também será abordado, porque ninguém é de ferro.

Essa será a MINHA missão, levar um pouco de informação sobre nós, os milicos, para vocês. 

E missão dada é missão cumprida.


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