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  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 6 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

E dezembro chegou.

Correria, festas, árvores coloridas, amigo oculto, presentes, abraços, família, carinhos e promessas.

Sou suspeita para falar. É o mês do meu aniversário. Adoro. Aliás, meu e do patrono da Marinha, o Marquês de Tamandaré — Almirante Joaquim Marques Lisboa.

Para quem não sabe, Tamandaré foi inscrito no livro de heróis da pátria por ter participado ativamente da formação do Brasil, integrando os mais importantes conflitos da nossa história. Começou pelas batalhas decorridas da Independência, em 1823, quando tinha apenas 15 anos. Esteve na Guerra da Cisplatina, na Confederação do Equador, nos conflitos do período regencial e na Guerra do Paraguai.

Vários livros contam suas conquistas — de perfil histórico a quadrinhos. O mais recente é deste ano, o "Velho Marinheiro: a História da vida do Almirante Tamandaré", de Alcy Cheuiche, da Editora L&PM. Uma boa pedida para o Natal (#DeLivroNesteNatal).

Tamandaré faleceu em 1897 e deixou um pedido expresso para sua morte:

Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir a minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: "Aqui jaz o velho marinheiro".

Assim foi feito.

Em 1994, seus restos mortais foram transladados para a cidade em que nasceu, Rio Grande, para o Panteão Almirante Tamandaré, localizado no Comando do 5º Distrito Naval, onde se encontram até hoje. Junto ao Panteão, o Fogo Simbólico, com a chama permanentemente acesa, simbolizando o espírito heroico do patrono da Marinha.

O Dia do Marinheiro é celebrado no Brasil no aniversário dele. A cerimônia acontece, anualmente, no dia 13 de dezembro, quando ocorre a imposição da Medalha Mérito Tamandaré, também em sua homenagem. A condecoração, criada em 1957, é destinada às autoridades, instituições, civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, que tenham prestado relevantes serviços na divulgação ou no fortalecimento das tradições navais.

Parabéns, Almirante Tamandaré, pela sua vida e pelos seus anos de serviço à Marinha!

Parabéns a todos os Marinheiros e aos condecorados!

Aproveito para desejar um feliz Natal e um ano novo de paz e harmonia.

Em janeiro estou de volta.



 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 2 de nov. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de nov. de 2018

Quem assistiu o filme Whiteout (Terror na Antártida), com a Kate Beckinsale, ou leu algum livro sobre a expedição do irlandês Shackleton a bordo do Endurance no continente antártico, pode ser que tenha alguma noção do que é viver em um dos lugares mais gelados, isolados e inóspitos do planeta.

Muitos pesquisadores e militares da Marinha, incluindo a Comandante Janaina Silvestre, têm mais do que noção.

Na época Capitão de Corveta, Janaina foi a primeira e única mulher a ocupar o cargo de Subchefe da Estação Antártica Comandante Ferraz, base administrada pela Marinha desde 1984, na ilha Rei George, pertencente ao Arquipélago Shetland do Sul.

O nome da base foi dado em homenagem a um Oficial da Marinha, hidrógrafo e oceanógrafo, grande incentivador do projeto do Programa Antártico Brasileiro, o PROANTAR.

Por SG Alexander e CB Lima - Marinha do Brasil (imagem da internet)

O Programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, coordenado pela Marinha, visa desenvolver pesquisas científicas no continente, ampliando o conhecimento dos fenômenos naturais e sua repercussão sobre o território brasileiro.

O PROANTAR também é integrado pelo CNPq e pelo Ministério do Meio Ambiente e tem o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações como responsável pelas diretrizes da pesquisa brasileira.

A presença brasileira no continente antártico tem motivações não apenas ecológicas, mas de ordem geopolítica, econômica e até estratégicas, afinal, ele é uma das passagens do oceano Atlântico para o Pacífico, através do estreito de Drake. Esses fatores foram determinantes para que o País aderisse ao Tratado da Antártida em 1975.

Por SG Alexander e CB Lima - Marinha do Brasil (imagem da internet)

Em 2012, um incêndio destruiu cerca de 70% da base. Dois militares morreram.

Sem interromper as pesquisas científicas, a Marinha lançou um concurso público para escolher o projeto da nova Estação Comandante Ferraz, mais moderna, funcional e ainda mais preocupada com o meio ambiente antártico, investindo em energias renováveis e no uso racional dos recursos.

As obras de reconstrução só ocorrem entre os meses de novembro e março de cada ano, devido às condições climáticas extremas do inverno antártico, que chegam, em média, a 75 graus centígrados negativos. A previsão é que a nova estação esteja pronta em 2019. No verão, claro.

É a Marinha trabalhando pela pesquisa científica e preservação do meio ambiente.




 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 19 de abr. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de abr. de 2018

Foi difícil começar, achar um tema que não fosse repetitivo e que eu gostasse de escrever. Tantos sites bons sobre livros, filmes, viagens, artes, comidas, músicas, corridas, tudo que eu adoro. Mas faltava algo, o básico e vital, o que enriquece e movimenta toda a minha vida: meu trabalho. 

Sou escritora sim, mas, para quem não sabe, sou oficial da Marinha do Brasil, capitão de corveta (daqui a alguns meses capitão de fragata! — equivale ao tenente-coronel do Exército) e encarregada de um setor de legislação e assuntos jurídicos.

foto SO Cristóvão

Passados vinte anos, trabalho mais de nove horas por dia, às vezes um pouco menos ou muito mais — a Marinha exige disponibilidade total. “Dou serviço” (é como se fosse um plantão de 24h), fiz cursos de carreira, viajo, vou a cerimônias, escrevo, leio, escrevo e leio. Minha assessoria é em Direito Penal, Militar, Administrativo, Constitucional e Marítimo. Analiso licitações e contratos, Inquéritos Policiais Militares, de tudo um pouco — como dizemos lá na Divisão, analisamos do alfinete ao foguete.

Em 2010 fui morar em Londres para acompanhar meu marido, que também é militar. Fiquei dois anos de licença e escrevi o MISSÃO PRÉ-SAL 2025, meu thriller de espionagem. Quando voltei, escrever ficou mais difícil, a cabeça, mais pesada e o tempo, quase nenhum. 

Depois você acostuma novamente com o ritmo e dá seu jeito.

Londres - Ponte da Torre - 2012

Vou à academia (mato um bocado, mas prometi que esse ano começo a yoga), retomei as aulas de francês, consegui terminar MISSÃO TERRA FIRME ano passado, meu próximo livro, depois de noites sem dormir e férias viradas para escrever, e aproveito o tempo de locomoção e salas de espera lendo (no momento o “Destroçados”, da Karin Slaughter, e “A viúva negra”, do Daniel Silva). Apesar de me achar uma maluca inquieta, meu marido sempre diz: sem sofrimento não há crescimento.

E agora o blog. A ideia veio aos poucos, talvez fruto dos últimos acontecimentos: a crescente onda de violência no país no último ano, a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, a grande quantidade de mortes de civis e militares (maior até que na Síria!). Percebi um clima tenso, pessoas nervosas e uma raiva obscura a ponto de explodir.

Depois disso, uma constatação cruel: os militares ainda são muito discriminados, não importa o que façamos, nunca somos reconhecidos por nada. Ao contrário. Estamos sempre prontos para tomar o poder, iniciar uma ditadura, matar todos na rua, enfim, somos os monstros. Ninguém lembra que as Forças Armadas são empregadas na segurança nacional, em missões de paz em outros países, nas ações de Garantia da Lei e da Ordem (a GLO), no desenvolvimento nacional, na defesa civil, e, no caso específico da Marinha, no provimento da segurança da navegação, na proteção marítima, na salvaguarda da vida humana no mar, na preservação ambiental, e na implementação e fiscalização de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação com a Polícia Federal, com a Receita Federal e diversos órgãos federais e estaduais. Nossa, quanta coisa.


Cerimônia de 11 de junho - Data magna da Marinha

Eu trabalho em um lugar que se cumpre a lei, acima de qualquer coisa. Claro, somos uma parcela da sociedade, com pessoas comuns, algumas boas e outras não tão boas, mas o sistema funciona, existe punição para o menor escorregão, desde o Regulamento Disciplinar à Justiça Militar. 

O intuito do blog, portanto, é falar do meu trabalho, das Forças Armadas e da Marinha, é mostrar o outro lado — de 2018 e não de 50 anos atrás — e tentar acabar com o preconceito, a intolerância, a hostilidade e a desconfiança. 

Qualquer outra coisa sobre o tema militar, seja livro ou filmes, também será abordado, porque ninguém é de ferro.

Essa será a MINHA missão, levar um pouco de informação sobre nós, os milicos, para vocês. 

E missão dada é missão cumprida.


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