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  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 4 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de out. de 2018

O mar foi dominado por barcos à vela até a chegada da Revolução Industrial. Eles resistiram até meados do século XIX, com a introdução gradual do navio a vapor, mas até hoje são exaltados por suas façanhas. Notáveis e majestosos, foram protagonistas de vários filmes, encarando grandes tempestades e ataques. Em Mestre dos Mares, por exemplo, o H.M.S. Surprise, um dos principais navios de guerra da marinha britânica, comandado por ninguém menos que Russell Crowe, perdeu metade da tripulação. Jeff Brigdes também suou à frente do navio-escola Albatroz, enfrentando perigos e o “White Squall”, um violento redemoinho de águas brancas, no filme A Tormenta.

O Navio Veleiro Cisne Branco, da Marinha, é uma réplica de um típico Clipper, um dos últimos navios à vela. Ele representa o Brasil em diversos eventos náuticos, tanto nacionais como internacionais, estreitando laços com as marinhas amigas, além de exercer funções diplomáticas, de relações públicas e de treinamento.

O Cisne Branco é a terceira embarcação a ter esse nome, em homenagem ao hino da Marinha, e, apesar de ser um navio moderno, faz as manobras de convés e vela exatamente como as do século XIX. As velas são manuseadas com o uso de quase 18 quilômetros de cabos, manualmente manobrados em trabalho de equipe, procedimento que resgata as tradições dos grandes veleiros do passado.

E por falar em tradição, a bordo do navio há uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, a mesma que Cabral trazia, em 1500, na viagem do descobrimento do Brasil.

Há também uma moeda de cem réis, do ano de 1936, com a imagem do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha, cravada sob o pé do mastro principal, referência à lenda grega de Caronte, o barqueiro do Hades, que fazia o transporte das almas, apenas sob pagamento, ao mundo dos mortos.

O navio veleiro costuma ficar aberto para visitação gratuita do público pelas cidades por onde passa.

Aliás, ele atracou, hoje, em Belém, o primeiro porto brasileiro depois do evento Velas Latinoamérica 2018, que participou junto dos veleiros: Fragata Libertad (Argentina), Dr Bernardo Houssay (Argentina), Esmeralda (Chile), Guayas (Equador); Juan Sebastián de Elcano (Espanha), Gloria (Colômbia), Unión (Peru), Capitán Miranda (Uruguai), Cuauhtémoc (México), Simón Bolivar (Venezuela) e Sagres (Portugal).

Uma boa oportunidade de conhecer o navio que foi construído para as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

“A todo pano. Içá. Caça.”


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 13 de set. de 2018
  • 2 min de leitura

Antes de entrar no assunto, preciso avisar que o blog, a partir de hoje, passará a ser mensal, com um post na primeira quinta do mês. No momento, preciso de um pouco mais de dedicação à terceira missão de espionagem de Ruppel.

Aliás, aproveitando esse tema, vou recomendar um bom filme: o último do Jason Bourne, com Matt Damon e Tommy Lee Jones. Nele, em meio ao colapso financeiro e cenas de ação de tirar o fôlego, Bourne lida com uma guerra cibernética travada entre governos.

Parece ficção, mas é a pura realidade. Hoje, com o aumento dos sistemas e de redes de computadores, crescem as vulnerabilidades e também os acessos não autorizados, que podem comprometer informações de grande relevância para as pessoas, para as organizações e, principalmente, para o país.

Só para dar um exemplo, um ataque cibernético em uma infraestrutura crítica, uma hidrelétrica, uma refinaria ou uma rede de telecomunicação, pode ser capaz de interferir no seu funcionamento.

Devemos, portanto, estar permanentemente preparados, considerando as ameaças em potencial, e capacitados para responder oportuna e adequadamente.

Nesse contexto, o setor cibernético foi destacado na Estratégia Nacional de Defesa como um dos três setores estratégicos essenciais para a Defesa Nacional.

E para isso, com o objetivo de assegurar o uso efetivo do espaço cibernético pelas Forças Armadas e impedir ou dificultar sua utilização contra interesses da Defesa Nacional, foi criado o Comando de Defesa Cibernética. Este Comando Operacional Conjunto, dentro da estrutura regimental do Exército, tem a missão de planejar, orientar, coordenar e controlar as atividades operativas, doutrinárias, de desenvolvimento e de capacitação no âmbito do Sistema Militar de Defesa Cibernética.

Cada Força Singular também adota medidas para se contrapor às ameaças externas.

Na Marinha, a Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação e o Comando de Operações Navais supervisionam as atividades de defesa cibernética e de segurança das informações digitais e, em um nível operacional e tático, executam ações de guerra cibernética.

São as Forças Armadas, mais uma vez, preservando os interesses nacionais.

E você? Já passou seu antivírus hoje?


 
 
  • Foto do escritor: Vivianne Geber
    Vivianne Geber
  • 6 de set. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de set. de 2018

Não tem muito tempo que eu falei, em “Memórias Militares”, da importância da preservação da história, de como é fundamental conservar objetos, documentos e registros dos acontecimentos, do Espaço Cultural da Marinha e dos nossos museus flutuantes, como o Submarino Riachuelo e o Contratorpedeiro Bauru.

Hoje, depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, pergunto o porquê de tanto descaso e negligência com um assunto que é primordial para nossas vidas.

Abandono, desleixo, material inflamável, falta de água, tudo isso contribuiu para o desaparecimento do maior museu de história natural do Brasil.

É óbvio que para que uma tragédia como essa não aconteça, é preciso salvaguarda e cuidado, motes incrustados nos preceitos das Forças Armadas.

Curso de CBINC (Combate a Incêndio) do Curso de Formação de Oficiais

A Marinha, por exemplo, conta com várias normas e procedimentos para prevenção, proteção e segurança contra incêndio, tanto nas organizações militares terrestres como nos navios.

Cada organização militar possui um plano de prevenção e combate a incêndio elaborado por engenheiros, além de pessoal capacitado pronto para colaborar com o Corpo de Bombeiros.

Já um incêndio a bordo de um navio de guerra será combatido pela própria tripulação — não tem como chamar os Bombeiros no meio do mar. Para isso, são observados, rigorosamente, os procedimentos operativos e as publicações do Centro de Adestramento de Almirante Marques de Leão, o famoso “Camaleão”, que é responsável pela doutrina de combate a incêndio na Marinha há mais de 50 anos. Manuais de controle de avarias estruturais, eletrônicas e elétricas; de combate a incêndio; e de estabilidade, para citar alguns. É muito estudo, periódicos treinamentos, no próprio navio e no Camaleão, e intenso preparo.

Há também as inspeções que verificam, constantemente, as condições do material e de adestramento do pessoal, como as inspeções administrativo-militar e operativa, esta última nos navios, conduzida por uma Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento, a temida CIAsA.

Não pense que é muita coisa. É responsabilidade e zelo com as pessoas e com os nossos bens, que são públicos.

Como era o Museu Nacional.

Por Paulo Roberto C M Jr (imagem da internet)


 
 
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